Escola EB1 de Brotas
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Sr. Lourenço Ramalhão O Sr. José Carlos Lourenço Ramalhão tem 35 anos e trabalha na olaria desde os 7. Disponibilizou-se, gentilmente, a responder-nos a algumas questões onde nos confessou que, desde muito novo, está ligado a esta arte. Quando saía da escola, em vez de ir brincar com os outros meninos, ia para a oficina de um vizinho onde aprendeu a trabalhar o barro. A sua olaria fica situada perto da EB1 de Brotas e foi criada por si (ninguém da sua família mais próxima tinha sido oleiro). O Sr. José Carlos faz vários tipos de trabalho: loiças decorativas, utilitárias e, também, azulejaria. Faz trabalhos por encomenda (tem muitas peças em stock) e vende tanto para a região como para o estrangeiro (sobretudo imigrantes que o procuram no Verão). Como diz o próprio: “Talvez não haja muitos países sem uma peça minha”. O seu trabalho é completo: desde a extracção do barro, à fabricação e ao amassar das pastas até ao fabrico e venda das peças. Conta com a ajuda da Sr.ª Vera que pinta as peças decorativas. Visitámos as suas instalações onde vimos os fornos e uma variedade de artigos.
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Olaria É uma actividade que se desenvolve em Brotas, a vila que é conhecida pelas bonitas peças decorativas, pintadas à mão pelos artesãos da terra. Antigamente havia bastantes olarias em Brotas (esta vila chegou a ser o 2º maior centro do país). Um dos programas do Prof. José Hermano Saraiva foi dedicado à vila das Brotas e a esta sua tradição. As peças de barro de utilidade culinária são também muito procuradas. Na opinião dos entendidos, conferem um gosto mais apurado à comida típica alentejana.
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Torres das Águias Testemunho de antiga importância da região em épocas passadas, a Torre das Águias, situada nos domínios da extinta Vila das Águias, fundida com Brotas no século XVI terá sido mandada construir por D. Manuel I para repouso das caçadas de grossa montaria, frequentes na região. Esta imponente torre alojou, posteriormente, a antiga câmara municipal Embora desde 1910 esteja classificada como monumento nacional a verdade é que a Torre das Águias continua a ser propriedade privada. A torre tem cerca de 22 metros de altura, sendo constituída por quatro pisos. De uma reunião ficou a saber-se o que o futuro lhe reserva. O proprietário vai transformá-la num espaço de turismo rural, embora tenha de franquear as portas a qualquer visitante, condição indispensável para que o projecto receba subsídios públicos.
Apesar de estar dentro do grupo de monumentos classificados, a torre continua a degradar-se, ou seja, poderá desaparecer se não forem tomadas as medidas necessárias.
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Trabalho realizado pela turma da EB1 de Brotas
Correio electrónico: info@eb1-brotas.rcts.pt